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quarta-feira, 23 de março de 2011

[BIOLOGIA] Lesma Marinha Verde é parte animal, parte planta.



A Natureza sempre se mostra versátil em termos de adaptação e evolução, cada vez supreende-nos mais, parafraseando o Imortal Charles Darwin, podemos dizer que “Na longa história da evolução animal, os que aprenderam a colaborar e improvisar mais efetivamente, prevaleceram.” Creio que esse seja o caso da espécie em foco nesta notícia.

Verde como uma planta e com o formato de uma folha, a lesma da espécie Elysia chlorotica já era conhecida por se utilizar de meios fotosintéticos retirados de genes de algumas espécies de algas. A novidade da lesma agora é que ela adquiriu tantos genes que se tornou um animal que processa a luz de forma exata as plantas, seguindo o mesmo mecanismo químico dentro do seu corpo animal.



A lesma pode produzir a clorofila bruta para sintetizar a energia dos raios solares, ou seja, elas se tornaram organismos foto-sintetizantes, algo mais evoluído do que apenas se utilizar das algas presentes em seu organismo para adquirir a clorofila através delas, a descrição do animal e da sua habilidade foi feita pelo pesquisador da Universidade do Sul da Flórida, Sidney K. Pierce, no 7º Encontro Anual de Biologia Integrada e Comparativa.

“Essa pode ser uma fusão entre planta e animal — isso é muito legal,” disse o especialista em invertebrados John Zardus.



Imagem capturada através de microscópio eletrônico mostrando as partículas no núcleo do citoplasma das células que “roubaram” os cloroplastos das algas para sintetizar a luz. (Imagens produzidas por S. Piece, University of South Florida, Tampa.)

Micróbios trocam de genes facilmente, mas não se acreditava na existência tão evidente de uma troca entre seres multi-celulares. Pierce enfatizou que as lesmas vão bem além dos Corais que abrigam micróbios para sintetizar a luz do Sol. Elas armazenam dentro das próprias células a energia sintetizada para uso próprio, sem a dependência total dos micróbios hospedados em seu organismo.

Fontes:
Wired
Aqualize

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

[BIOLOGIA] Por que algumas frutas continuam amadurecendo depois de colhidas e outras não?


Tudo depende do momento em que a fruta é arrancada do pé. Se isso ocorrer ainda no começo do seu amadurecimento, provavelmente ela permanecerá verde. Mas, se o agricultor esperar passar essa espécie de puberdade vegetal, ela seguirá maturando até ficar pronta para o consumo. O segredo está no etileno, hormônio produzido pelas plantas, que é o responsável pelas transformações características do amadurecimento, como mudança de cor, amolecimento da fruta e aumento da quantidade de açúcar. "Frutas arrancadas muito cedo sofrem pouca ação do etileno e nunca amadurecem", diz a bióloga Sônia Perez, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). O ideal é esperar elas estarem no ponto para serem colhidas, mas, para facilitar o transporte e o armazenamento, o mais comum é os agricultores planejarem a colheita para um estágio conhecido como verde-maduro. "Nessa etapa, a fruta continua verde, mas já foi sensibilizada pelo hormônio.

Para completar o desenvolvimento, borrifa-se uma dose extra de etileno sobre as frutas colhidas e elas continuam amadurecendo em casa", afirma Sônia. Como cada fruta matura em um tempo diferente, é difícil escolher, só pela aparência, o momento certo da colheita. Os pequenos agricultores descobrem isso pelo velho método de tentativa e erro e passam a sabedoria de pai para filho.

Fonte: Mundo Estranho