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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

[HQ] Depois do beijo gay na novela, HQ juvenil da Luluzinha traz um casal de meninos

Não é de hoje que a graphic novel Luluzinha Teen e sua Turma tem, entre seus personagens, um gay. Edgar apareceu no número 49 da revista mensal para integrar a banda e logo se assumiu. Duas edições depois, o garoto apareceu de mãos dadas com Fábio. Na revista que chega agora às bancas, a 57, o casal volta à cena e tem de lidar com a intolerância dos pais de Fábio, que aparecem numa festa para brigar com o garoto e levá-lo embora. Com um tom didático e prefessoral, o diretor da escola onde a festa está sendo realizada entra na discussão e pede mais diálogo. Parece que funciona.

Personagens gays não são raros em HQ’s, mas talvez esta seja a primeira vez em que a questão é abordada tão abertamente num gibi nacional voltado para o público juvenil. O lançamento ocorre quase uma semana depois que os atores Mateus Solano e Thiago Fragoso protagonizaram o primeiro beijo entre homens numa novela da Globo. Ao todo, 50 mil exemplares da revista que tem roteiro de Marcel R. Goto e arte de Labareda Design estão à venda nas bancas brasileiras.
 



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Harvest Moon - True love edition

Uma pessoa maravilhosa se encarregou de hackear as roms de Harvest Moon Friends of Mineral Town e More Friends of Mineral Town e trocar as sprites dos protagonistas possibilitando:


As duas versões rodam com emulador de GBA (Game Boy Advance) e podem ser baixadas aqui e aqui.
O hack apenas trocou as sprites, ainda ficaram alguns diálogos pra trás, mas acho que não atrapalha o divertimento. Esse jogo é um dos meus favoritos, passei muitas horas da minha vida nele e super recomendo 8D Divirtam-se o/

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

GaymerX

Primeira convenção de jogos voltada pra nós ;D a GaymerX reuniu muitos fãs, e... vejam o video da Becca do GeekingOut:

[caso o blogspot coma o video de novo]
O inglês ta dificil? Tenta aqui e aqui.

Achei que faltou jogo u___u' mas não se preocupem, EU estou fazendo um +_+/ Faça você tambem, vamos desenvolver esse mercado!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

sábado, 28 de abril de 2012

[HQ] Roteirista de HQ tira Batman do armário: 'Ele é gay'

"Não estou usando o termo gay de modo pejorativo, mas a verdade é que Batman é muito, muito gay." Foi assim que o roteirista Grant Morrison tirou do armário o super-herói da DC Comics – cuja relação com o parceiro Robin era alvo de suspeitas há tempos. A declaração está na última edição da Playboy americana. A revista traz também trabalhos de Frank Quietly, desenhista que passa para o papel as ideias de Morrison.



"Obviamente, como personagem fictício Batman está destinado a ser heterossexual, mas a base de seu conceito é totalmente gay. E acho que é por isso que as pessoas gostam dele. Muitas mulheres avançam sobre Batman, pulando telhados com roupas fetichistas atrás dele. Mas ele nem liga – está mais interessado em sair com seu parceiro."



Não foi apenas a "sexualidade desviante", como a define, o único elemento que tornou Batman atraente para o roteirista. "Eu me interessei pela questão de classe do herói: ele é um homem rico que luta pelos pobres. É uma missão muito bizarra a de sair à noite vestido de morcego, mandar os junkies para o inferno e depois voltar para a sua mansão."

Morrison tem grande interesse pelo lado psicológico dos personagens. No ano passado, ele já havia adiantado que escreveria uma história sobre o confronto da Mulher Maravilha com suas origens feministas e fetichistas, trabalho que toca agora.



Ainda na edição, o roteirista aproveitou para explicar as origens do Super Homem, criado durante a Grande Depressão e destinado a ser o herói dos oprimidos. “Os escritores americanos frequentemente dizem que é difícil escrever Super-Homem. Eles dizem que ele é muito poderoso; você não pode dar problemas a ele. Mas ele é uma metáfora. Para mim, ele tem os mesmos problemas que nós, mas numa escala Paul Bunyan”, disse, em referência a um lenhador gigante, figura lendária nos Estados Unidos.

Fonte: Veja (via Bananas Is My Business)

domingo, 4 de março de 2012

[SAÚDE] Perguntas sobre sexo gay

Percebi que mesmo depois de ter começado a fazer medicina não fiz nenhum post sobre saúde, me senti mal por isso e agora tô ligando as duas coisas. Hahah... boa leitura!



1- As DST são mais frequentemente transmitidas pelo sexo anal passivo?
Na literatura médica as DST realmente tiveram uma maior incidência em homens que praticam sexo com outros homens e de uma forma geral em pessoas promiscuis, isto é, que não praticam o sexo seguro. Trabalhos comprovaram que as DST tiveram uma incidência maior em pessoas que praticaram sexo com mais de uma pessoa sem o uso de preservativos. Do ponto de vista pratico é importante saber que a hepatite e o HIV são transmitidas pelo contato com sangue, enquanto o HPV é pelo contato com a pele. Na relação passiva poderá ocorrer as duas formas de contágio. O sangue após a relação geralmente é proveniente de pequenas fissuras resultantes de um lado pela lubrificação inadequada e falta de relaxamento do esfíncter anal e pelo outro um pênis de diâmetro considerável usado por ativo apressadinho.

2- Higiene anal: quanto tempo devo fazer antes da relação?
Muitos pacientes usam um volume muito grande de líquidos para a limpeza mecânica intestinal. Quero enfatizar que é importante fazer a limpeza somente do canal anal (5cm) e reto ( 15cm) e para isso são necessários pequenos volumes de uma solução apropriada, que deverá ser injetada no reto de forma delicada e com baixa pressão através de uma seringa e geralmente de 30’a 60’antes da relação. Grandes volumes de líquidos ficaram retidos no intestino grosso e você correrá o risco de eliminá-lo no momento da relação. O pênis do brasileiro tem um comprimento que varia entre 17/21cm quase compatível com as regiões que deveram está sem fezes, que são o reto e canal anal.

3-Tenho o hábito de me masturbar usando objetos, que cuidados devo ter e corro risco de ficar incontinente?
Uma grande variedade de objetos é introduzida no reto na prática do erotismo anal. Na minha experiência clínica os pacientes referiam vibradores na forma de pênis, lâmpadas, frutas, legumes, velas e muito frequentemente suporte de papel higiênico. Também tenho pacientes que frequentemente apresentam recidiva de fissuras decorrente da prática da introdução da mão e punho fechado no reto. Outra variante sexual chamada de “esporte aquático “ inclui o uso de enemas com propósitos sexuais que na quase totalidade dos casos resultou em lesões retais. O primeiro cuidado que você deverá ter é com a escolha do objeto ou brinquedo, que sempre deverá ser constituído por um material flexível e ter a ponta romba. Brinquedos com extremidade pontuda ou perfuro cortante jamais deveram ser utilizados pelo grave risco de perfuração do reto ou intestinal. Os cuidados de higiene, lubrificação e relaxamento muscular são os mesmos aplicados ao sexo passivo. Uma informação importante é que se você tiver dor, pare imediatamente a introdução do dildo e tente somente em outro dia e se a mesma persistir deverá ser examinado por um médico proctologista. Na minha experiência de consultório nunca diagnostiquei um caso de incontinência em pacientes que usaram os brinquedos adequados e de forma adequada.

4- Fui diagnosticado com fissura anal crônica e a dor me impede de fazer o passivo, qual a melhor forma de tratamento?
A fissura anal crônica difere da aguda pelo tempo de existência da doença, acima de três meses e o tecido formador da fissura que é fibrosado, endurecido e infeccionado. A cirurgia é a forma definitiva de tratamento da fissura crônica e consiste em retirar a fissura juntamente com o tecido endurecido sobre qual as pomadas não têm ação e diminuir a pressão do músculo esfíncter anal que é a causa da doença. Tenho feito o procedimento com o laser, sob anestesia local com bom resultado.


5- Sexo anal prolongado ou feito com grande frequência poderá ter consequências?
Não há relação entre o tempo e frequência do sexo anal com possíveis complicações. As consequências observadas com maior frequência foram:

Dor: Geralmente pela proctite, que é uma inflamação da mucosa anorretal que resulta geralmente da associação de uma má lubrificação do canal anal penetrado por um pênis de maior diâmetro e sem um relaxamento adequado do músculo esfíncter anal.

Sangramento: Geralmente pelas fissuras e hemorroidas internas. Se você tem hemorroidas faça a lubrificação (lubrificante à base de água) aplicando o mesmo na parte interna do canal anal

Incontinência: Muito rara, mas pude constatar em pacientes que faziam passivo diariamente durante anos, principalmente incontinência a gases.

Comentário: O tempo de duração varia e será estipulado pelos parceiros. O prazer é quem define associado ao bom senso. Deverá ser imediatamente interrompido diante de intimidações, pressões e dor. O final deverá ser espontâneo e determinado pelos parceiros para que não ocorram as complicações acima referidas.

Fonte: Hélio Filho/Uol

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Verdade pura!

[COMPORTAMENTO] O medo do hetero diante do gay


Outro dia, numa festa, um grupo de homens comentava numa rodinha que um amigo tinha virado gay. Separou da mulher e virou gay. Assim, como quem descobre de um dia para o outro que prefere uva a maçã. “Eu sempre achei que ele levava jeito”, disse um deles. Não foi o suficiente para acalmar os demais. Reparei na risada um tanto nervosa daqueles machos cinquentões, como se aquele acontecimento tivesse o poder de balançar suas certezas, de lhes plantar uma pulga atrás da orelha: será que eu também…? Não foi a primeira vez que presenciei conversas do gênero. Ao contrário, elas têm se tornado cada vez mais frequentes.
Tenho notado também que, nos últimos tempos, volta e meia aparece uma notícia bizarra envolvendo se tornar homossexual num piscar de olhos. Literalmente. Em novembro passado, veio à tona a história do jogador de rúgbi britânico que, ao acordar do coma após sofrer um AVC, se descobriu gay, pintou o cabelo, emagreceu, começou a malhar na academia e arranjou um namorado. “Sei que parece estranho, mas quando ganhei consciência, imediatamente me senti diferente. Não estava mais interessado em mulheres, eu era definitivamente gay. E nunca tinha sentido atração por homens antes”, jurou o rapaz.

Na semana passada, uma transexual americana de 40 anos revelou que se chamava Ted, era felizmente casado com uma mulher e tinha dois filhos, até que, em uma tarde ensolarada de primavera, foi picado por uma abelha. Seu organismo passou então a perder testosterona, o hormônio masculino. Ao passar as mãos sobre sua pele e senti-la macia, gostou da metamorfose e resolveu ir mais fundo: fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Ao contrário do jogador de rúgbi, porém, ela admitiu que, quando criança, brincava de se vestir de menina e tinha sentimentos ambíguos em relação à sua identidade.

Vejo dois sintomas aí: um é a relativa conveniência da situação. Deve ser bem mais cômodo atribuir a homossexualidade a um AVC ou a uma picadura (ops) de abelha do que admitir que sempre sentiu atração por pessoas do mesmo sexo. Algo como: “Ah, eu era superhetero e tinha três namoradas, até que um raio caiu na minha cabeça numa sexta-feira 13 e virei gay”. Ou: “Eu tinha uma família adorável com mulher e cinco filhos, mas um dia tomei por engano uma caixa de paracetamol e agora me sinto atraído por homens”. Num passe de mágica, contorna-se o conflito com a família e a sociedade: foi só um efeito colateral, gente.

Outro sintoma, mais subjetivo, é o completo pânico heterossexual que vejo por trás dessas notícias. “Quer dizer que eu também posso virar gay assim, sem mais nem menos?” Tenho observado que, com a maior divulgação da causa gay e a maior visibilidade dos próprios homossexuais, o mundinho hétero entrou em polvorosa. Como se os machos tivessem se transformado em uma espécie em extinção. Como se a homossexualidade fosse contagiosa e os que se salvarem da “praga” não fossem resistir ao meteoro que irá se chocar contra a Terra em 2014, matando todos os heterossexuais, assim como aconteceu com os dinossauros: bum! Ah, vocês não estavam sabendo disso? Brincadeirinha…

(Um terceiro sintoma poderia ser o desejo oculto de alguns de que o tal raio da homossexualidade caísse de uma vez por todas em sua cabeça. “Que alívio!” Mas esse eu deixo para os psicanalistas.)

Honestamente, rapazes? Não entendo do que vocês sentem tanto medo. Alguns dos homens mais bem resolvidos que eu conheci confessaram já ter sentido dúvidas em relação a sua sexualidade. Outros – menos numerosos, é verdade – até assumiram ter tido uma ou outra experienciazinha com o mesmo sexo, na infância e até depois dela. Relaxem, garotos. Tenho certeza que vai haver menos homofobia e mais tolerância no mundo no dia em que todo macho do planeta for capaz de admitir que pelo menos em algum momento da vida, por fugaz que fosse, passou pela sua cabeça que… Talvez… Quem sabe? E o que é que tem de mal nisso?

Fonte: Carta Capital

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

[COMPORTAMENTO] Aos seis anos e apaixonado pelo Blaine

Alguém postou no face, li e achei muito interessante. Me lembrou de agradecer à minha família, por ser tão incrível quanto a dessa criança. E lembrei, sou gay desde de criança, hahaha. Aaai Justin Timberlake... HAHAHAH



"Meu filho mais velho tem seis anos e está apaixonado pela primeira vez. Ele está apaixonado pelo Blaine de Glee.

Para quem não sabe, Blaine é um garoto… um garoto gay, namorado de um dos personagens principais, Kurt.

Não é um amor do tipo “ele acha o Blaine muito maneiro”. É do tipo de amor em que ele devaneia olhando para uma foto de Blaine por meia hora seguido por um ávido “ele é tão lindo”.

Ele adora o episódio em que os dois meninos se beijam. Meu filho chama as pessoas que estão em outros cômodos pra ter certeza de que não perderão "sua parte favorita”. Ele volta o video e assiste de novo… e obriga os outros a fazerem o mesmo, se achar que as pessoas não prestaram atenção suficiente.

Essa obsessão não preocupa a mim e a seu pai. Nós vivemos em uma vizinhança liberal, muitos de nossas amigos são gays e a ideia de ter um filho gay não é algo que nos preocupa. Nosso filho vai ser quem ele é, e amá-lo é nosso dever. Ponto final.

E também, ele tem seis anos. Crianças nessa idade ficam obcecadas com todo tipo de coisa. Isso pode não significar nada. Nós sempre brincamos que ou ele é gay ou nós temos a melhor chantagem na história da humanidade quando ele tiver 16 anos e for hétero. (Toma essa, fotos tomanho banho.)

E então, dia desses estávamos viajando para outra cidade ouvindo (é claro) o CD dos Warblers, e no meio da música Candles, meu filho, do banco de trás, fala:

“Mamãe, Kurt e Blaine são namorados.”
“São sim,” eu confirmo.
"Eles não gostam de beijar meninas. Eles só beijam meninos.”
“É verdade.”
“Mamãe, eles são iguais a mim.”
“Isso é ótimo, querido. Você sabe que eu te amo de qualquer forma?”
“Eu sei…” Eu podia ouví-lo rolando os olhos pra mim.

Quando chegamos em casa, eu contei da conversa para o pai dele, e nós simplesmente olhamos um nos olhos do outro por um momento. E então, sorrimos.

“Então se aos 16 anos ele quiser fazer o grande anúncio na mesa de jantar, poderemos dizer ‘Você disse isso pra gente quando tinha 6 anos. Passe as cenouras’ e ele ficará decepcionado por roubarmos o grande momento dramático dele’, meu marido diz rindo e me abraça.

Só o tempo dirá se meu filho é gay, mas se for, estou feliz que ele seja meu. Eu estou feliz que ele tenha nascido na nossa família. Uma família cheia de pessoas que o amarão e o aceitarão. Pessoas que jamais vão querer que ele mude. Com pais que não veem a hora de dançarem no casamento dele.

E eu tenho que admitir, Blaine seria realmente um genro fofo.”

(postado em 15/08/11, original aqui)

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“São duas e meia da manhã e eu estou olhando para a tela do computador. Dentro de cerca de quatro horas eu preciso estar acordada pra levar meu filho pra escola e ir pro trabalho. Ao invés disso, estou quebrando a cabeça tentando descobrir o que dizer para um adolescente cujos pais estão fazendo de sua vida um inferno.

Minha vida não foi sempre assim.

Eu escrevi o que eu achava que era uma pequena história fofa e inocente sobre meu filho mais velho e seu amor por um personagem de um programa popular de televisão, e como isso acabou o levando a me contar que ele queria beijar meninos e não meninas. Eu, ingenuamente, coloquei isso na Internet, pensando que talvez alguns fãs da série ou do ator achariam fofo também.

12 horas depois, essa história foi “curtida” e reblogada mais de 20 mil vez.
24 horas depois, foi colocada na página inicial do Out.com.
36 horas depois, Dan Savage estava blogando sobre ela.
48 depois, o Trevor Project posta sobre ela no Facebook.

Foi impressionante. Mais que isso, foi de quebrar o coração. Por causa de toda a exposição, vieram comentários e uma caixa de entrada cheia.

Eu consigo lidar com comentários negativos. Pessoas dizem que meu filho é muito novo para assistir à série. Que eu não deveria estar escrevendo sobre meu filho sendo ele tão novo. Que minhas piadas são ruins. Eu consigo olhar pra tudo isso imparcialmente e concordar que eles tem alguma razão (ainda que eu nem sempre concorde).

O que eu não consigo lidar é com centenas de pessoas dizendo que gostariam que eu fosse a mãe deles. Centenas de pessoas me dizendo que eu mereço prêmios. E, pior, pessoas dizendo que eu sou uma mãe perfeita.

Eu simplesmente não sou tão legal assim.

Eu me esforço pra ser uma boa mãe, mas eu não estou nem entre as 25 melhores mães que conheço. Eu sou aquela mãe que fala irritantemente alto. Eu nunca nem tentei ler um livro sobre bebês. Eu danço ska com meu marido no meio de lojas quando estou entediada e faço meus filhos desejarem morrer de tanta vergonha. E isso é só o começo.

Mas aí estão todas essas pessoas online dizendo quão boa eu sou. E o que eu fiz? Eu disse que amava meu filho incondicionalmente. Isso é algo tão raro que as pessoas precisam parar pra falar sobre? Eu não pensava assim, mas agora começo a me perguntar.

Porque a parte que realmente quebra meu coração são as mensagens na minha caixa de entrada. Aquelas que vêm de crianças cujos pais evidentemente falharam na parte mais importante de ser pai ou mãe: de fato amar seu filho. Os comentários são simples e devastadores, e quase sempre terminam da mesma forma: me agradecendo por amar meu próprio filho.

Eu respondo a todos, no escritório enquanto deveria estar trabalhando, e tarde da noite no sofá quando eu deveria ter ido dormir há horas. Não responder não é uma opção para mim. Eu preciso fazê-lo. Eu preciso que essas crianças saibam que eu li suas palavras. Que eles merecem o melhor. Que eles significam algo pra mim.

Não é tudo ruim. Um garoto de 14 anos me disse que acabou de sair do armário para os pais. Eu respondi parabenizando-o e perguntei como foi. E então eu sentei, ansiosa, esperando que ele respondesse, e ele apareceu um minuto depois dizendo que “tudo correu muito bem!”.

Mas infelizmente, os comentários que me fazem sorrir e rir são uma minoria. A maioria deles são como o que eu estou vendo nesse momento. Uma criança de coração partido que deseja desesperadamente que sua mãe pare de lhe dizer coisas horríveis. Um menino que deseja que sua mãe ainda o ame.

Eu vou achar alguma coisa pra dizer pra ele, mas eu sei que não vai ser o suficiente.

Eu quero viver em um mundo onde aquela histórinha boba que eu escrevi não tem nada de especial, é apenas uma bobagem sobre um garotinho e seu amor por um garoto de blazer.”

(postado em agosto, original aqui)

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“No dia 16 de agosto eu aprendi o significado de “viral”.

Eu escrevi um texto sobre meu filho mais velho e seu amor por um popular personagem gay da televisão, o Blaine de Glee, e como sua paixonite o levou a me contar que ele queria beijar garotos e não garotas. Eu, ingenuamente, postei isso em meu blog, achando que alguns fãs da série achariam fofo.

Dentro de 24 horas ele havia sido repostado e “curtido” mais de 30 mil vezes no site do blog. Não demorou muito até que as mensagens começassem a lotar a caixa de entrada, outros sites começarem a postar e as pessoas a comentarem. A recepção pela esmagadora maioria foi positiva. O que eu pensei que era uma simples história sobre meu filho e minha família claramente tocou fundo em muitas pessoas.

Também deixou muitas pessoas desconfortáveis. Das críticas, a mais comum é que meu filho tem seis anos de idade e não sabe nada sobre sexo. Ainda que eu tenha certeza de que isso não diz nada de definitivo a respeito da orientação sexual do meu filho, eu rejeito a ideia de que ser gay diz respeito apenas a atos sexuais. Nossas emoções e sentimentos, nossas atrações e compulsões, tudo contribui, não apenas as partes do nosso corpo. Se meu filho estivesse apaixonado pela atriz principal de iCarly, eu duvido que as pessoas diriam que ele é muito jovem pra ter sentimentos sexuais por uma garota. Eu acredito que pensariam que é apenas uma paixonite inocente de menino, o que é exatamente o que isso é. Além disso, pra cada comentário que eu lia dizendo que meu filho era muito novo, havia vários outros de adultos dizendo “eu também sabia quando era pequeno”.

Isso tudo me fez pensar e depois de um tempo eu comcei a sentir como se eu soubesse um grande segredo que não deveria de maneira alguma ser um segredo: todo adulto gay foi uma criança gay. Não é como se todas as crianças começassem héteros até que algum tempo depois alguém ligasse o “botão gay”.

As palavras horríveis e cheias de ódio das Michelle Bachmann da vida são levadas a um novo nível de repugnância quando as imaginamos sendo gritadas a um grupo de crianças na pré-escola ou primeira série. Eles são anti-naturais. Eles são pecadores. Eles vão pro inferno. Eles são sujos, errados e doentes.

Essas pessoas diriam para o meu garotinho inocente (que no momento quer ser um bombeiro-ninja quando crescer) que ele é a maior ameaça existente para a família americana… porque ele quer beijar meninos e não meninas.

A realidade é que eles estão enfiando essas palavras de ignorância e ódio na cabeça de crianças gays todos os dias. E essas crianças estão ouvindo isso. Eu sei porque muitas dessas crianças agora estão me escrevendo. Crianças de 14 anos me mandaram mensagens. Tantas delas são crianças assustadas, que obviamente não escolheram isso pra si mesmas, vivendo com medo de que suas famílias descubram porque sabem o que seu pai e sua mãe vão dizer. E eles me dizem que gostariam que eu fosse a mãe deles.

Eu quero deixar toda essa conversa, todas essas mentiras, todo esse ódio, longe dessas crianças. Claro, há um problema inerente nisso. Nós não podemos saber quem são as crianças gays só de olhar, e comportamento não é um indicador preciso (algumas meninas héteros são “moleques” e alguns meninos gays adoram brincar de carrinho). A única maneira de saber a orientação sexual de alguém é a pessoa nos contando, o que para alguns não acontece até a vida adulta.

Então, a solução é óbvia pra mim. Manter isso longe de todas as nossas crianças. É minha responsabilidade como mãe, como ser humano, levantar e dizer “basta”. Não, você não pode dizer essas coisas na frente dos meus filhos, a menos que você queira lidar comigo. Porque eu não vou permitir que nenhum dos meus filhos seja maldosmente atacado sem que eu os defenda. Eles nunca terão que duvidar sequer por um segundo pelo quê seus pais lutam, e nunca terão que viver com medo de quem são.

Porque desde 16 de agosto, eu aprendi que ódio é o vírus com qual temos que nos preocupar.”

(postado em 03/10/11, original aqui)

Fonte: Minoria é a Mãe